quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Curiosidades-vitórias no Circuito Masculino Sénior

Como já publiquei anteriormente, 12 tenistas portugueses já se sagraram vencedores em torneios pontuáveis para o ranking ATP, somando um total de 69 conquistas. Mas, para além dos torneios e respetivos vencedores, acho relevante destacar também a superfície em que os jogadores venceram os seus troféus, e também o país, superfície, categoria e ano em que esses ocorreram.


Total de Conquistas : 69

Separação por países:


  • Portugal-20
  • Espanha-12
  • Itália-8
  • Brasil-4
  • Polónia-3
  • Alemanha, EUA, Marrocos, México, Turquia, Uruguai-2
  • Colômbia, Croácia, Finlândia, Grécia, Índia, Malásia, Nigéria, Paraguai, Roménia, Venezuela-1

    Por superfície:
  • Terra batida-37
  • Piso Rápido-30
  • Relva Sintética-2

    Por categoria:
  • Future-38
  • Challenger-30
  • ATP-1

    Por ano:
  • 2013-12
  • 2011-10
  • 2008-9
  • 2009 e 2010-6
  • 2005,2006 e 2012-4
  • 1995 e 2007-3
  • 1989, 1990, 1996 e 1998-2

BI dos Jogadores Portugueses : Frederico Silva

  Nascido no dia 18 de Março de 1995, nas Caldas da Rainha, este jovem jogador é, desde há algum tempo, reconhecido como um dos grandes valores do ténis Português, tendo inclusivamente já trocado bolas, entre outros, com o Maiorquino Rafael Nadal. Ainda está na transição entre o escalão júnior e o escalão sénior, níveis, obviamente, com níveis de exigência, regularidade e maturidade completamente diferentes. É canhoto, característica que torna mais difícil ainda a adaptação de outros atletas ao seu jogo. Para além disso, é um atleta que revela grande maturidade nesta fase, algo que poderá impulsionar de forma decisiva a sua carreira para patamares muito altos.
  Decorrido o ano de 2011, num future disputado em Portugal durante o mês de Março, Frederico Silva ganha o seu primeiro ponto ATP, fruto de uma vitória expressiva (duplo 6-1) diante do seu compatriota Gonçalo Pereira (775º ATP nessa altura).
  Sobretudo até finais de 2012, este tenista sempre privilegiou os torneios juniores, obtendo enorme sucesso dentro desse escalão. Foi sobretudo em pares que Fred se notabilizou, tendo ganho 2 Grand Slams na sua carreira, sempre na variante de equipas masculinas (US Open 2012 e Roland Garros 2013,acompanhado em ambas as ocasiões pelo Britânico Kyle Edmund).
  Para além desse título importantíssimo obtido em pares, o ano de 2013 também fica marcado pelo primeiro troféu de vencedor conquistado pelo tenista em torneios future, decorrido o mês de Maio. Após uma vitória frente ao espanhol Ivan Arenas-Gualda (549 ATP, parciais de 6-4 e 7-6(5)), o caldense deu um salto bastante relevante na sua classificação ATP, tendo entrado para o top 800, onde se tem mantido até aos dias de hoje. Importante constatar que o seu melhor ranking de sempre é 717º , na atualização de 21 de Outubro de 2013.
  A partir do próximo ano, FS irá dedicar-se em exclusivo ao circuito junior, tentando ganhar paulatinamente o seu espaço. Esperemos que possa potenciar todo o valor, para que ele possa continuar a fazer história no ténis Português.

Frederico Silva no torneio júnior de Wimbledon 

Gastão Elias eliminado

Na 2ª ronda do challenger uruguaio de Montevideo, Gastão perdeu ( 5-7 3-6) num encontro com a duração de 87 minutos, frente ao argentino Renzo Olivo. O português apresentou-se algo irregular no seu serviço, tendo sofrido 4 breaks ao longo do encontro. Termina aqui a sua participação neste torneio, abandonando o Uruguai com 7 pontos ATP no bolso. Para a semana, irá disputar um challenger na Colômbia, em Bogotá, que distribui 125.000 dólares em prémios monetários.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

BI dos Jogadores Portugueses: João Domingues

  Nascido no dia 5 de Outubro de 1993 em Oliveira de Azeméis, João Domingues começa a jogar ténis com 6 anos de idade, devido à forte influência do seu pai e do seu avô, ambos praticantes desta modalidade. É um dos jogadores mais talentosos desta nova vaga de tenistas jovens portugueses, e sobretudo neste ano de 2013 conseguiu uma série de resultados interessantes, no ano em que se tornou oficialmente tenista profissional.
  A sua primeira vitória de sempre em quadros principais de torneios pontuáveis para o ranking ATP ocorre durante o mês de Setembro de 2011, num future disputado em Portugal. Michal Schmid, Checo número 489 na altura, perde 4-6 5-7 e vê assim o português entrar pela primeira vez no ranking.
  Embora no ano de 2012 tenha conseguido algumas vitórias, não conseguiu de facto resultados por aí além. 2013, sim, é um ano fantástico para o tenista, que vence pela primeira vez na carreira um torneio future, em Maio, na Cidade de Coimbra. Após uma semana simplesmente brilhante, vence na final o Britânico Neil Pauffley, 473º ATP (7-6(4) 6-3) e garante a sua primeira conquista internacional de grande relevo.
  A partir de agora, e começando no ano de 2014, o tenista luso irá tentar continuar a sua evolução, que tem sido notável até aos dias de hoje, e lutar para engrossar o seu ainda curto palmarés. Com a dedicação, garra e admirável maturidade que apresenta nesta fase ainda embrionária da sua carreira, só podemos esperar grandes feitos deste aguerrido atleta.

João Domingues no Portugal Open 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Hall of fame do ténis português masculino

Desde 1989 até este ano que corre, muitos portugueses já lograram vencer troféus em torneios pontuáveis para o ranking mundial, quer sejam futures, challengers ou ATP's, mais concretamente 69, distribuídos por 12 jogadores. Aqui apresento uma lista pormenorizada com todas as conquistas, categorizadas por jogador:

João Cunha-Silva (4):
 Turim (1990) -challenger
São Paulo (1990)-challenger
Monterrey(1995)-challenger

USA F11 (1998)-future

Nuno Marques (5):
Madeira(1989)-challenger
Vilamoura(1989)-challenger
Açores(1995)-challenger
Açores(1996)-challenger
Ahmedabad(Índia-1996)-challenger

Gonçalo Nicau (1):
Spain F25(2006)-Future

Emanuel Couto (2):
Punta del Este (Uruguai-1995)-challenger
Uruguay F3 (1998)-future

João Domingues (1):
Portugal F7(2013)-Future

Frederico Silva (1):
Portugal F6(2013)-Future

Leonardo Tavares (2):
Portugal F4 (2007)-Future
Portugal F3(2009)-Future

Pedro Sousa (3):
Spain F25(2009)-future
Portugal F1(2012)-future
Portugal F2(2013)-future

Gastão Elias (6):
México F11(2007)-future
USA F3(2008)-future
Brasil F1(2011)-future
Colômbia F2(2011)-future
Rio de Janeiro(2012)-challenger
Santos(Brasil-2013)-challenger

Frederico Gil (11):
Portugal F1(2005)-future
Portugal F3(2005)-future
Venezuela F5(2005)-future
Nigéria F1(2006)-future
Portugal F3(2006)-future
Sassuolo(Itália-2006)-challenger
Sevilha(2007)-challenger
Sassuolo(2008)-challenger
Istambul(2008)-challenger
Nápoles(2009)-challenger
Milão(2010)-challenger

Rui Machado (20):
Spain F33(2005)-future
Italy F1(2008)-future
Portugal F4(2008)-future
Portugal F5(2008)-future
Portugal F6(2008)-future
Spain F13(2008)-future
Italy F13(2008)-future
Meknes(Marrocos-2009)-challenger
Atenas(2009)-challenger
Nápoles(2010)-challenger
Assunção(Paraguai-2010)-challenger
Marrakech(2011)-challenger
Rijeka(Croácia-2011)-challenger
Poznan(Polónia-2011)-challenger
Sczcesin(Polónia-2011)-challenger
Portugal F3(2013)-future
Roménia F4(2013)-future
Polónia F3(2013)-future
Portugal F10(2013)-future
Portugal F11(2013)-future

João Sousa (13):
Spain F21(2009)-future
Spain F17(2010)-future
Spain F18(2010)-future
Spain F19(2010)-future
Spain F14(2011)-future
Spain F15(2011)-future
Furth(Alemanha-2011)-challenger
Spain F38(2011)-future
Mersin(Turquia-2012)-challenger
Tampere(Finlândia-2012)-challenger
Furth(Alemanha-2013)-challenger
Guimarães(2013)-challenger
Kuala Lumpur(2013)-ATP 250

Gastão Elias na 2ª ronda

Na 1ª ronda do challenger de Montevideo(Uruguai), que distribui 50.000 dólares em prémios monetários, o tenista português rubricou uma exibição de bom nível e derrotou o brasileiro Guilherme Clezar, pelos parciais de 7-6(3) 6-3. De seguida, enfrentará certamente um argentino, resta saber se será Facundo Bagnis (9º Cabeça-de-Série), se Renzo Olivo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

BI dos jogadores portugueses : Pedro Sousa

  Nascido no dia 27 de Maio de 1988, na cidade de Lisboa, Pedro Sousa é o caso mais enigmático e indecifrável do ténis português. Num dia bom é capaz de fazer exibições épicas e bater-se de igual para igual frente a jogadores confortavelmente instalados no top 100. Quem não se lembra da exibição soberba assinada diante do argentino Juan Martin del Potro, na edição de 2011 do Estoril Open? (6-2 3-6 6-3 para Delpo, curiosamente o único set perdido ao longo de todo o torneio por parte do futuro vencedor). Por outro lado, é capaz de rubricar exibições muito negativas e perder frente a jogadores teoricamente muito menos cotados.
  A sua profissionalização ocorre durante o ano de 2007, já depois de possuir ranking ATP. No ano anterior, 2006, vence o seu primeiro jogo no quadro principal de um torneio future, durante um torneio português disputado no mês de Outubro. Uma vitória clara diante de Octavian Nicodim, então 1542º ATP, pelos parciais de 6-1 e 6-3 garante a PS 1 importante ponto.
  Algum tempo depois, isto é, decorrido o mês de Julho de 2009, Pedro garante o seu primeiro título future da carreira. Gerard Granollers, 544º ATP na altura, cedeu na final (0-6 2-6) e permitiu ao português celebrar esta conquista. Até aos dias de hoje, e sempre no mês de Fevereiro, o tenista luso venceu mais 2 torneios ao longo da sua carreira, ambos em Portugal : ( Portugal F1-2012, onde venceu o Italiano Claudio Grassi na final, parciais de 6-4 7-6(6) e Portugal F2-2013, vencendo Rui Machado na final, 5-7 6-4 7-6(3)).
  Nos torneios challenger, Pedro Sousa nunca conseguiu ultrapassar as meias-finais , conseguidas por 5 vezes, todas elas em terra batida Sul-Americana (Guayaquil, Equador-2011; Barranquilla, Colômbia-2012 e 2013; Porto Alegre e São Paulo, 2013)
  Apesar do enorme talento que este jogador possui, nunca conseguiu entrar no top 200 do ranking ATP. Este perto de o conseguir no entanto. Na atualização do ranking de 13 de Agosto de 2012, surge no 213º lugar. Neste momento, está perto de igualar a sua marca, ao figurar no lugar 217.
  Para terminar a época de 2013, o lisboeta irá participar no circuito challenger realizado um pouco por toda a América do Sul, tentando amealhar pontos preciosos para continuar a evoluir no ranking mundial e conseguir resultados cada vez mais relevantes e importantes na sua ainda curta carreira.
  Esperemos que ele consiga terminar da melhor forma possível a época que corre, e que em 2014 continue a progredir de forma consistente e visível no ranking ATP, e que consiga simultaneamente limar pequenas arestas que têm impedido o jogador de potenciar todo o seu talento.

Pedro Sousa no Estoril Open 2012

Seleção Portuguesa conhece adversário na Taça Davis

É oficial, Portugal vai medir forças com a Eslovénia na 1ª eliminatória do Grupo I da zona Euro-Africana da Taça Davis, a disputar entre 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro de 2014. Esta seleção será certamente um osso bem duro de roer, tendo como principais referências Aljaz Bedene, Blaz Kavcic ou Grega Zemlja. Ainda importante acrescentar que Portugal jogará fora esta eliminatória, e que quem passar terá pela frente a forte equipa de Israel.



domingo, 27 de outubro de 2013

Rui Machado campeão

Temos campeão! Após mais uma semana marcada por bons resultados do tenista algarvio, eis que pela segunda semana consecutiva Rui Machado consegue vencer o future que se disputou na cidade minhota de Guimarães, derrotando o 1º cabeça-de-série, Niels Desein, pelos parciais de 7-6(4) 6-3. Acaba assim, desta forma gloriosa, uma época marcada por alguns infortúnios. Os meus mais sinceros parabéns a este grande atleta, e que possa em 2014 dar sequência e estes bons resultados.


Pedro Sousa eliminado

No challenger de Montevideo, disputado na terra batida uruguaia , o tenista português foi eliminado pela jovem esperança argentina, Pedro Cachin, número 640 ATP (7-5 6-4). Com esta derrota, na 2ª ronda da fase de qualificação, PS abandona este torneio sem somar qualquer ponto para o ranking ATP.

BI dos jogadores Portugueses: Gastão Elias

  Nascido no dia 24 de Novembro de 1990, nas Caldas da Rainha,  este jovem tenista tem pautado a sua carreira por alguma irregularidade em termos de resultados, isto também porque ele tem sido muito fustigado por lesões, algumas de bastante longa duração. Munido de um primeiro serviço agressivo e uma direita portentosa, é na sua esquerda e no segundo serviço que Gastão se sente menos à vontade. No entanto, ainda tem tempo mais que suficiente para limar essas arestas. Aqui está um caso muito precoce no ténis, pois começou a jogar quando tinha apenas 4 anos de idade, com o seu pai.
  Gastão está radicado em São Paulo, no Brasil, embora também tenha residência em Bradenton, na Flórida. Mas é na América do Sul que passa grande parte do ano, algo também explicável pelo facto de o seu treinador ser o Brasileiro Jaime Oncins, ex-jogador que tem contribuído decisivamente para a evolução do nosso jogador. Naturalmente, é na terra batida que GE tem mostrado o seu valor de forma mais regular e consistente, embora também consiga bons resultados em piso rápido.
  Falando agora um pouco da sua carreira profissional, esta inicia-se bem cedo, quando GE tinha apenas 16 anos de idade. Ele curiosamente entra no ranking ATP sem somar qualquer vitória, dado que o wild-card atribuido para o quadro principal do Estoril Open 2006 garantiu-lhe desde logo 5 pontos ATP, pese embora a derrota prematura diante do russo Dimitry Tursunov (33º ATP nessa altura) por 2-6 e 1-6. O tenista luso não teve que esperar muito, no entanto, até vencer o seu 1º jogo. Corria o mês de Outubro desse mesmo ano, Gastão derrota o alemão Marc-André Stratling (1082º ATP, 7-5 6-3).
  1 ano depois, agora no início de Novembro, Gastão vence o seu primeiro torneio future, pouco antes de completar 17 anos. O espanhol Pablo Martin-Adalia (1099º ATP) cedeu pelos parciais de 6-2 e 6-3 e viu a nova coqueluche do desporto português levantar o troféu no México. Neste mesmo ano de 2007, ele vence um troféu referência para os jovens desportistas portugueses, o Gillette future champion, atribuido anualmente ao jovem que se pensa ter maior margem de progressão.
  Como o leitor pode comprovar, o fim de época é sempre favorável para Gastão, que em Outubro de 2012 vence o seu primeiro challenger de carreira, na cidade brasileira do Rio de Janeiro, batendo rumo à final, entre outros : Frederico Gil ( 2ª ronda, 3-6 6-2 6-2 ) e João Sousa (meia-final, 6-4 7-5). Na final, o sérvio Boris Pashanski perdeu , pelos parciais de 6-3 e 7-5 e deu finalmente a Gastão um troféu em torneios desta categoria, depois de 4 finais perdidas até então ( Belo Horizonte 2011, perante Julio Silva, 4-6 4-6; Buenos Aires 2011, perante Carlos Berlocq, 1-6 6-7(3); São Paulo 2012, perante Thiago Alves, 6-7(5) 6-7(1); Caltassineta (Itália) 2012, perante Tommy Robredo, 3-6 2-6)
  Nunca entrou no top 100 do ranking ATP, embora tenha estado bastante perto de tal façanha. Na atualização do ranking de 6 de Maio de 2013, Gastão figura no 103º lugar, algo que lhe valeu até agora a única entrada direta, sem precisar de disputar a qualificação, da sua carreira num Grand Slam, Wimbledon. Infelizmente cedeu na 1ª ronda, perante Alexandr Dolgopolov (1-6 6-7(2) 2-6).
  Esperemos então, que o nosso grande jogador possa quebrar a barreira do top 100 mundial o mais rápido possível, e que continue a sua evolução de forma natural e tranquila até poder explorar todo o seu potencial amplamente conhecido.

Troféu conquistado no Rio de Janeiro em 2012

sábado, 26 de outubro de 2013

BI dos jogadores Portugueses : Frederico Gil

   Nascido no dia 24 de Março de 1985, na cidade de Lisboa embora resida em Sintra, Frederico Gil desde cedo mostrou aptidão para o ténis , pois começou a jogar com apenas 5 anos de idade. Embora ele tenha referido que o piso rápido é a sua superfície preferida, é na terra que ele se tem destacado mais, tendo como torneio de eleição o Estoril Open. FG é o exemplo claro de que com trabalho se pode alcançar grandes feitos. Não é um "talento puro", mas um jogador que ao longo da sua carreira tem melhorado os aspetos capitais do seu jogo , e aposta fortemente na consistência no fundo do court . A sua estatura ( 1.78m ) não permite que o tenista execute serviços demolidores, no entanto Gil sempre contornou esse pequeno pormenor, com serviços executados com muita perícia e colocação. Em suma, um jogador regular e completo, capaz de grandes exibições quando se depara com os colossos do ténis mundial .
    Ele é , a par de Rui Machado, o jogador que mais se destacou no período situado entre 2008 e 2012, de grosso modo , um facto que regista a evolução quase simétrica de ambas as carreiras. Ele iniciou a sua carreira profissional no ano de 2003 , com 18 anos de idade . Foi precisamente nesse ano, mais concretamente em Fevereiro, que Gil entrou para o ranking ATP . Uma vitória em 3 sets perante Alexander Yarmola , da Ucrânia (2-6 6-4 6-3), permitiu ao Sintrense garantir o seu primeiro ponto, num torneio disputado em Espinho.
   Foi logo no início de 2005, novamente em Fevereiro, que o tenista luso garantiu o seu primeiro titulo num future, este disputado em Faro. Na 1ª ronda derrotou o jogador da casa, Rui Machado, e na final levou de vencida a partida perante Marcel Granollers ( 6-2 6-7(3) 6-3). Depois de uma série de excelentes resultados em futures, que proporcionaram uma rápida ascensão no ranking mundial, Gil só teve que esperar pouco mais de 1 ano até se notabilizar em torneios mais cotados.
   2006 é um ano importante para Fred , que vence pela primeira vez na sua carreira um titulo da categoria challenger, desta vez em Sassuolo (Itália) , ganhando ao Espanhol Gorka Fraille, pelos parciais de 6-3 e 7-5. Mas tão importante ou talvez até mais, é a qualificação para os quartos-de-final do Estoril Open, o torneio preferido do português, sucumbindo apenas perante uma lenda-viva do ténis mundial , o então 4º classificado David Nalbandian .
   Uma das barreiras mais importantes em termos de ranking para ultrapassar no ténis mundial, por definição, é a entrada no top 100 , pois garante a entrada nos torneios mais importantes (Grand Slams) , e Fred atingiu essa marca durante o ano de 2008, após uma série de bons resultados em challengers.
   Eis que , decorrido o ano de 2010, Frederico Gil escreve uma pagina muito bonita no ténis português, ao chegar à 1ª final ATP da história do ténis nacional, no "seu" Estoril Open. Após um encontro épico, Albert Montañes garante o título, não abalando em nada a imagem brilhante deixada pelo Português.
   De ressalvar também que FG detém ainda alguns recordes no ténis luso , nomeadamente :
   Quartos-de-final no Masters 1000 de Monte-Carlo, em 2011 , algo inédito no nosso ténis, em torneios desta categoria, apenas cedendo perante o sobejamente conhecido Andy Murray;
  3ª ronda num Grand Slam(GS), mais contretamente no Australian Open 2011 e 2012, algo que só foi igualado por João Sousa no US Open 2013.
Nos últimos tempos, o Fred tem andado afastado da competição, o que causou uma queda abrupta no ranking, mas soube que ele tem intenções de voltar em 2014, pelo que aproveito para lhe desejar um ótimo regresso à competição e que continue a honrar o ténis como o tem feito aos dias de hoje.
FG em ação no Estoril Open 2012, frente a Bjorn Phau 

BI dos tenistas Portugueses : Rui Machado

  Nascido no dia 10 de Abril de 1984, Rui Machado tem dado muitas alegrias aos Portugueses, desde que em 2002 (então com 18 anos) decidiu iniciar uma carreira profissional dedicada ao ténis, embora tenha começado a jogar ténis com 6 anos, depois de os seus pais lhe oferecerem uma raquete após uma viagem aos Estados Unidos. Tem um caminho similar ao de João Sousa, pois também se mudou para Barcelona, a fim de melhorar todos os aspetos técnicos e táticos do seu jogo. 
 É um jogador amplamente conhecido e respeitado no circuito challenger, onde tem alcançado os seus resultados mais importantes. É a personificação perfeita do jogador português , isto é, um jogador muito forte e consistente em terra batida, e também com alguns resultados interessantes em piso rápido. A relva, porém, é a superficie onde o tenista se sente menos confortável . 
  É em Espanha que o tenista regista a sua primeira vitória num torneio pontuável para o ranking mundial. No ano de 2001, mês de Julho, David Estruch sai derrotado pelos parciais de 6-1 e 6-2. A partir daí registou uma evolução contínua e sustentada até conseguir finalmente o seu primeiro troféu em Novembro de 2005, novamente em Espanha, derrotando na final o Eslovaco Ivo Klec ( 2-6 6-3 6-3).
 Em 2009 consegue abrir a sua contagem nos torneios challenger, a conquistar em Meknes (Marrocos) o primeiro de muitos troféus, vencendo na derradeira batalha o Espanhol David Marrero ( 6-2 6-7(6) 6-3). A partir desta altura , o algarvio estabilizou no top 150 , só conseguindo entrar para os 100 melhores em Outubro de 2010, quando somou bastantes pontos na terra batida sul-americana . 
  Na atualização do ranking mundial de dia 3 de Outubro de 2011, RM escreve mais uma página de ouro no ténis nacional, ao ser o primeiro jogador português de sempre a entrar no top 60, após ganhar o challenger de Sczcesin( Polónia) , marca essa que perdurou durante quase 2 anos (só ultrapassado por João Sousa) . Foi um ano excelente para o tenista luso, que afirmou que 2012 ia ser o seu ano de afirmação no circuito ATP.
  Ao contrário do que se previa, o ano de 2012 foi claramente negativo para o Rui, que sofreu uma série de derrotas prematuras em primeiras rondas de torneios ATP , e posteriormente uma série de lesões graves nos pulsos e nos joelhos que o afetaram bastante, inclusivamente durante o ano de 2013. 
 Agora, o argarvio tem tentado recuperar a sua forma aos poucos, tendo regressado aos torneios future, e com bastante sucesso, diga-se de passagem. Esperemos agora que este grande jogador possa relançar a sua carreira aos 29 anos, e regressar ao nível que nos habituou.
  
Finalistas do torneio de Sczcesin , 2011 (Rui Machado e Eric Prodon)

Rui Machado na final

Rui Machado parece estar a regressar à boa forma . Uma semana após ter conquistado um titulo da categoria future, o tenista algarvio regressa ás finais, após ter derrotado o francês Jules Marie ( 6-2 6-1) , defrontando no jogo decisivo o Belga Niels Desein, 1º pré-designado do torneio disputado em Guimarães.

BI dos tenistas Portugueses : João Sousa

  O meu primeiro artigo neste blog vai incidir sobre um tenista português que neste ano de 2013 fez história no nosso ténis , ao ser o primeiro jogador luso a vencer um torneio ATP, categoria máxima do ténis masculino a nível mundial. Falamos, pois claro, de João Sousa .
  Nunca a expressão "Guerreiro do Minho" se aplicou tão bem, como quando este atleta se apresenta em campo. Uma atitude lutadora e plena de garra é a imagem de marca do melhor tenista português de sempre, que na próxima atualização do ranking surgirá no lugar número 46, algo que nunca tinha sido conquistado por nenhum português. Dotado de uma poderosa direita e de um serviço que causa bastantes dificuldades aos adversários, assenta o seu jogo na linha de fundo, embora não se iniba de subir variadas vezes à rede, onde se sente confortável. É orientado pelo técnico Frederico Marques, que abandonou prematuramente a carreira e agora acompanha o seu pupilo em todas as deslocações que este faz.
  Nascido no dia 30 de Março de 1989 na cidade de Guimarães , teve o seu primeiro contato com as raquetes aos 7 anos de idade , quando o seu pai o levou a treinar num clube local. A partir dessa altura, e tendo como principais referências Juan Carlos Ferrero, Pete Sampras e Roger Federer, o vimarenense começou a traçar o seu caminho de sucesso. Aos 15 anos João dá um passo de gigante no sentido de se tornar um tenista profissional . Com o consentimento e apoio dos pais, o tenista embarca rumo à cidade de Barcelona, para se integrar na academia Barcelona Total Tenis (BTT) , onde aperfeiçoou a sua técnica e percebeu que poderia de facto ser um jogador respeitado no circuito. No ano de 2005, então com 16 anos, inicia a sua carreira profissional , embora só tenha conseguido entrar no ranking ATP no ano de 2007, tendo a sua primeira vitória profissional ocorrido diante do Espanhol Miguel Olaso de la Roca , número 1021 na altura , pelos parciais de 6-4 e 6-2, no torneio Spain F17 disputado no mês de Maio.
  A partir desta altura irei destacar os momentos-chave da ainda curta carreira deste tenista, respetivamente : o seu primeiro título da categoria future, o seu primeiro título da categoria challenger, a entrada no top 100 e , por fim , a primeira vitória no circuito ATP.
   2009 revela-se um ano importante para João Sousa. Na sua carreira já tinha somado algumas conquistas importantes, como passar o qualifying em 2008 no Estoril Open, mas faltava um título para impulsionar a sua carreira. Novamente em Espanha (cidade de Tenerife), agora no mês de Junho, JS ergue pela primeira vez o troféu de campeão . É curioso notar que esta conquista se deu em relva sintética, superfície na qual João se sente menos à vontade . Andrea Falgheri foi o derrotado neste dia, ao perder por 7-6(2) 5-7 3-6.
  Durante o ano de 2011, após algumas conquistas em futures e a consequente aposta em torneios mais cotados, da categoria challenger, eis que surge o primeiro título challenger, na cidade Alemã de Furth. Esta vitória valeu-lhe a entrada no top 200 e mais um degrau escalado pelo português, que se revelou o carrasco do jogador da casa Jan Lennard Struff (vitória pelos parciais de 6-2 0-6 6-2) .
  No ano seguinte, JS ultrapassa mais um obstáculo importante na sua afirmação entre os melhores tenistas mundiais, isto é, a subida ao top 100 do ranking . O circuito challenger realizado na América do Sul nos últimos meses do ano ajudou à entrada inédita na elite do ténis mundial, que lhe valeu a entrada direta no Australian Open de 2013 , o primeiro Grand Slam em que ele não precisou de disputar a qualificação .
  Neste ano em que nos encontramos , o atleta luso quebra um estigma que vinha sendo associado aos nossos tenistas, que não eram capazes de lidar com a pressão de jogar regularmente em torneios ATP. Após atingir as meias-finais em São Petersburgo, ele consegue obter um Special Exempt (entrada no torneio da semana seguinte, de igual categoria, por lhe ser impossível disputar a qualificação. Isto é valido se o jogador atingir no mínimo as meias-finais de um dado torneio.) Tendo 2 opções ( Tailândia ou Malásia) , ele escolhe a segunda. Paolo Lorenzi, Sergiy Stakhovsky, David Ferrer (número 4 mundial) , Jurgen Melzer e Julien Benneteau . Todos eles caíram aos pés do nosso atleta, que levantou o troféu na emblemática cidade de Kuala Lumpur, tendo vencido na final frente ao francês, com parciais de 2-6 7-5 e 6-4, no dia 29 de Setembro. Conquista esta que quebrou mais uma barreira intransponível até então , a entrada no top 50 ( o melhor português até então era Rui Machado, número 59 no ano de 2011.)
  Por todos os fatores que eu enunciei aqui e mais alguns, o nosso guerreiro merece a estima de todos os portugueses, pois aos 24 anos já demonstrou que pode ombrear com os melhores do mundo, e alcançar resultados históricos. Esperemos que tanto o João como todos os outros atletas portugueses possam demonstrar todo o seu valor, para potenciar uma modalidade que por vezes em Portugal ainda é um pouco menosprezada e a qual não se dá muita atenção.

Foto tirada em frente ás Torres Petronas, monumento emblemático na Malásia